Todo Mundo Odeia o Chris completa dez anos.


Inspirada na infância do humorista Chris Rock, Todo Mundo Odeia o Chris completa dez anos. Lançada pelo canal UPN (atual The CW) em 22 de setembro de 2005, a série foi indicada ao Globo de Ouro já na temporada de estreia. Acabou quatro anos depois, em 2009, mas até hoje está no ar na Record, emissora na qual já foi curinga de programação tal qual Chaves é para o SBT.

Apesar de ser um produto infantojuvenil, a série aborda assuntos sérios, como bullying e racismo, sem se importar com o politicamente incorreto. Mostra, de forma satírica, a infância de classe média baixa do garoto Chris, interpretado por Tyler James Williams, que cresce em um bairro negro de Nova York nos anos 1980.

Nos Estados Unidos, Todo Mundo Odeia o Chris nunca registrou bons números de audiência _a última temporada teve média de 1,7 milhão de telespectadores por episódio. Mas, como no Brasil, até hoje quebra galho dos programadores de TV como e funciona como reprise.

Relembre cinco temas politicamente incorretos de Todo Mundo Odeia o Chris:

Bullying

Chris é o único aluno negro da escola Corleone e sofre abusos do encrenqueiro Joey Caruso (Travis T. Flory). Símbolo do garoto que pratica o bullying, Caruso, na verdade, admira Chris pela coragem e determinação de superar as dificuldades. Por isso, ele pega no pé de Chris para tentar, de alguma forma, se mostrar superior. Mas ele abusa: tranca Chris no armário, bate, xinga e constantemente derruba o material escolar do “amigo”. Quando Chris vai para o ensino médio e muda de escola, a Tattaglia High School, ele fica feliz ao descobrir não ser o único negro por lá, mas a alegria acaba logo quando vê que Caruso também se transferiu para a mesma instituição.

Professora racista

Chris sofria bullying sob as vistas grossas de todos os funcionários das escolas pelas quais passou. Entre eles estava Vivian Morello (Jacqueline Mazarella), professora de Chris em Corleone e diretora em Tattaglia. Apesar de em alguns momentos querer ajudá-lo, por ele ser parte da minoria, como ela dizia, Vivian não escondia a faceta racista quando falava com Chris. Mostrava solidariedade por entender as dificuldades do garoto, consequência de ele “não ter pai” ou por “ser filho de uma mãe viciada em drogas” (nada disso era verdade). Vivian reafirmava estereótipos negativos em relação aos negros, como dizer que são bons atletas e dançarinos.

Chris apostador

A mãe de Chris, Rochelle (Tichina Arnold), repudiava qualquer tipo de aposta. Determinou que ninguém da casa poderia se envolver em jogos de azar. Isso porque o pai dela era mestre em tirar dinheiro das pessoas manipulando cartas. Rochelle ficou surpresa ao saber que não apenas Chris estava infiltrado nesse mundo, mas por ser ele a pessoa que apostadores ouviam para escolher quem iria vencer jogos de basquete. Isso foi descoberto quando o pai de Chris, Julius (Terry Crews), escondido da mulher, decidiu fazer uma “fezinha” em um jogo da NBA (liga norte-americana profissional de basquete) e ficou sabendo que o filho estava por trás de tudo. O menino não escapou de uma sonora bronca da mãe.

Terror psicológico e surras

A tal bronca de Rochelle foi uma entre tantas que Chris levou. Às vezes ela passava dos limites. O garoto brincou ao dizer em um episódio: “Minha mãe tinha cem maneiras de como dar uma boa surra”. São tão abusivas as advertências que certo dia Julius teve de intervir. “Se eu fizesse metades das coisas que ameacei, eu não estaria na cadeia?", pergunta Rochelle ao marido, tentando amenizar a situação. Porém, ela não conseguia ficar apenas na conversa e partia para a agressão. Uma vez chegou ao ponto de, após uma discussão com Chris em um restaurante, chutar o bumbum do garato e deixar o sapato preso em seu ânus _e Chris ficou hospitalizado.

Pegador de viúvas

Imagine um dono de funerária que dá em cima das clientes. Pois assim era a vida de Mr. Omar (Ernest Lee Thomas). Sem pudor algum, ele “consolava” as viúvas com um singelo convite para ir em casa ou dar um passeio. Omar aparecia com uma mulher diferente a cada episódio. Ele tomava proveito da perda do marido das clientes para suprir o vazio, sempre contando com um ar de satisfação a morte dos homens, terminando com o clássico bordão: “Trágico! Trágico!”

FONTE
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Postagem de Rodrigo Santos

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